sábado, 30 de outubro de 2010

Barquinho de papel

Construí o meu barquinho de papel
Com toda a inocência e simpleza
Que uma criança põe
Quando constrói um barquinho de papel.

Desenhei nele sorrisos
Beijos no seu lado esquerdo
Desenhei castelos e uma princesa
Ia na proa, capitã.

Também lhe desenhei um amor
Pela chuva e trovoada
Que as pessoas odeiam.
Eu gostava e gosto dela
E a princesa da proa também.

Por causa desse amor
Começou a chover muito
E eu estava na rua.
A água apoderou-se da estrada
E fez dela um rio
Engraçado como a Natureza
Conquista e ganha ao Homem
Coisas que, afinal, são suas.

Lancei o meu barquinho de papel
Pintado a amor de criança
Pela corrente do rio da estrada
E vi-o afastar-se lentamente.
Lá ia a princesa, e os beijos
E os castelos e os amores.

Um dia espero que o barquinho volte.

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