terça-feira, 29 de junho de 2010

Pessoas...

#1 Rectângulos no mar plantados precisam de sabores do mundo. Precisam de pessoas que bebam cultura e saibam dá-la, numa mistura coerente entre história temporal e experiência espacial. São como brisas e, quando o devem, como tornados, que acordam, abanam, estremecem.

#2 Há meninos e meninas que sabem crescer sem fechar a meninice e jovialidade dentro de um baú velho e feio. Por detrás de um rosto experiente podemos, como por magia, vislumbrar o sorriso de uma criança quando acorda e brinca e vai à praia e sabe que é tudo, tudo seu. E sabem usá-lo ao serviço de outros meninos e meninas que crescem e não podem só crescer.

#3 Os mais belos e fortes frutos escondem atrás da casca reluzente um trabalho árduo, rígido, longo. E a chuva fria, o Sol queimante, os implacáveis ventos, todos, todos são precisos.

#4 Há janelas e janelas. Há as de presente, há as de passado. E há as de futuro. Por vezes é bom desviar a cortina e vermo-nos amanhã, um amanhã próximo, amigo, conselheiro.

#5 Parques e baloiços libertam crianças escondidas atrás de anos. Libertam sorrisos, brincadeiras, felicidade inocente. E todas as crianças precisam de uma mãe, de uma responsabilidade jovial e quente e de uma mão que sabe ser fria e ser abraço.

#6 Neste quadro que é a vida é essencial que acreditemos em algo, nem que seja nas pessoas ou em nós mesmos. Quando vemos o comportamento das pessoas, quando vemos a ternura vermelha a acontecer neste mundo cinzento, ou uma piada despertadora nesta Terra desleixada, podemos não ver um Deus no céu, mas a respiração que se nos corta e a pele que se nos arrepia dão-nos a imagem de algo poderoso e, se quisermos, omnipresente. Chama-se amor.

domingo, 27 de junho de 2010

Fugaz

Florescessem todas as flores de assentada
E todo o fado fútilmente cantado
Então nenhuma fábula seria um tratado
E o futuro não era cor, não era nada.

Viagem

“Avô, porque é que estão ali tantas tartarugas?”A pergunta surgiu mal a criança vislumbrou, na praia, uma imensa manta verde que se arrastava em direcção ao mar. “Estas tartarugas romperam agora os seus ovos, e o seu instinto leva-as a caminharem para o vasto oceano, onde fazem a sua vida adulta! E depois voltam, para porem também os seus ovos…” O velho respondeu com a paciência e sabedoria que só os avós têm. “São muitas avôzinho!” “É verdade. Mas nem todas chegam ao mar, algumas são levadas pelas gaivotas, outras simplesmente não sobrevivem. O que me lembra uma história…” “Daquelas que o vento te contou, é?” Era assim que o homem apresentava os seus contos ao pequeno, e assentiu. “Sim, ora ouve…”

Era uma vez duas tartarugas bebés, como as que ali vês. Eram irmãs, mas apenas se conheceram porque os ovos eclodiram (eclodir é quando os ovos abrem, pequeno) junto um do outro. Como te chamas, perguntou a primeira delas, não sei, e tu, também não, só sei que tenho que ir para o mar, e também não sei porquê. Olha, vamos juntas, que eu também sei sem saber porquê que tenho que ir, está bem. E começaram a caminhar juntas, unidas por uma necessidade vinda sabe-se lá de onde, talvez do Céu, talvez do coração, talvez de lado nenhum.

Aos poucos, foram tomando atenção ao que se passava à volta delas. Confortadas por haver muitas amigas que faziam o mesmo caminho, sorridentes por ser um caminho fácil, até que viram algo que as assustou. Não muito longe, um pássaro do alto dos céus desceu e apanhou umas das tartarugas, e levou-a no bico. Quando viram isto, os dois pequenos seres pararam e entreolharam-se, não falaram, sabes pequeno, um olhar fala mais que muitas palavras. Estavam assustadas, pouco podiam fazer se um dos animais do ar viesse e as levasse para longe. Não o queriam, como que amassem o chamamento que sentiam pelo azul mar, e a essa paixão pediram para que tudo corresse bem, uma fé ali mesmo, onde a terra acaba e o mar começa, e elas queriam ser dessas descobertas que nós há muito fizemos.

Continuaram. Falavam muito, as pequenas tartarugas. Sobre o quê meu neto, não sei, nem elas o sabiam bem, afinal tinham à pouco nascido. É engraçado que mirassem o mar e sobre ele sonhassem sem nunca saber que já lá tinham estado, dentro da sua mãe. Às vezes sonhavam com o mar, mas o azul era indistinto, outras cores misturavam-se como numa grande tela. Juntas imaginavam o que seria que as chamaria ao mar, imaginavam as maravilhas que nele morariam. Imaginavam, imaginavam, como tu imaginas tudo o que amas e não conheces, ou conheces melhor que eu e os grandes, não sei.

Mas o caminho não era fácil. À medida que avançavam, passavam por tartarugas já mortas, aquelas cujas dificuldades e fraqueza venceram na guerra contra o mar. Mas, muitas continuavam a ser levadas do sonho pelos que não o tinham. Temos tido sorte dizia uma, Sim, é verdade, mas estou tão cansada, quero parar, dizia a outra, não, não desistas, olha o mar, está já ali.

Estavam mesmo muito perto do mar, mas a tartaruga estava enfraquecida, as pequenas patas pediam o líquido elemento, a areia era já dura demais, e parou. Segue minha companheira, disse, triste, fala ao mar de mim, diz-lhe que o amo e o gostava de conhecer, mas sou fraca, não consigo mais, cala-te, não vais ficar aqui, eu levo-te, anda, sobe-me para cima, não, também a ti te podem faltar as forças e pelo menos uma de nós deve conhecer o oceano, já te disse que te cales, aguento bem irmã, vamos juntas ver e nadar no mar, ele é nosso e nós dele, nele está o azul sonhador do céu, a terra é para quem não sonha.

E levou-a. Juntas entraram no mar, levadas pelas ondas que como braços as abraçavam e acolhiam. Nele viveram aventuras de sonho, sempre juntas, conheceram cores e que existiam também dentro de si e se misturavam com muitos outros animais que conheciam, e a tudo se chama amor, mas elas não sabiam, o nome não, o resto sim.

“E voltaram, não foi avôzinho?” perguntou o menino. “Claro, vieram muito mais tarde deixar os seus ovos..."

segunda-feira, 7 de junho de 2010

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Nós, se não fossemos crentes, nunca o tivéssemos sido, não éramos o que somos, não éramos portugueses.

Tempo

Ou se morre herói, ou se vive o suficiente para se tornar o vilão.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mensagem

Nós os portugueses somos um bocadinho parvos. Põem-nos uma série de etiquetas, às vezes pomo-nas a nós mesmos, e deixamo-nos muitas vezes guiar por elas. Muitas vezes somos preguiçosos ou deixamos tudo para última só porque dizem isso mesmo de nós! Ora, quando chega a altura, sabemos mostrar a nossa essência, sabemos ser calorosos, aventureiros, sonhadores. Sim, é preciso sonhar, precisamos de acreditar que há algo mais a descobrir, um desafio como o que enfretámos e vencemos há cerca de cinco séculos. Precisamos de um D.Dinis e de um pinhal de Leiria, precisamos de um D.Sebastião e de um mito inacabável, precisamos de um Vasco da Gama e de uma coragem divina, precisamos de um Infante D. Henrique e de um empurrão numa qualquer ponta de Sagres, precisamos de um Camões e de uma canção sem música. Não queria que este fosse só mais um texto (não que os outros o sejam), gostava que cada pessoa que lesse este texto sonhasse um pouco mais e se sentisse capaz de qualquer coisa simples, como mudar o mundo. Nem devem ser muitas a lê-lo, mas pode ser que poucas contagiem muitas e todos sonhemos um pouco mais. Já alguém dizia que o sonho comanda a vida, mas o sonho é um bebé pequenino que precisa de um pai que o alimente e faça crescer, logo após o ter feito nascer! Não custa nada, é aliás uma das poucas coisas pelas quais ainda não temos que pagar, só mesmo esforçar-nos um bocadinho. E nós não somos preguiçosos, somos de armas e caravelas e força e paixão.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pequeno

Estou preso a um corpo a um tempo e um espaço, hei-de querer, voar e não poder, ver todas as pessoas, saborear cada brisa, contemplar todas as paisagens, sorrir cada vento de felicidade, e não conseguir. Há-de haver por aí perdida por dimensões paralelas a minha vida ideal e hei-de estar condicionado pelos limites de coisas tão arbitrárias como a Sorte. Há-de numa rua estar à minha espera um momento de alegria, noutra um de pura adrenalina, hei-de querer viver os dois e não chegar a tempo de nenhum. Hei-de querer ser outro e ser sempre o mesmo. Hei-de querer ser todos, e não ser nenhum. Hei-de querer, já quero, queria, porque não posso. Ah, ser formiga, ser insecto, ser enorme no meu pequeno mundo e não querer e poder questionar e desejar o voo do pássaro, querendo só saber que ele me quer comer, sem saber porquê, e achar longa a minha curta vida.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Porque tudo o que é bom não é de graça

A fatia de pão cai sempre do lado da manteiga, mas a verdade é que sozinho não tem piada nenhuma.

1 de Junho

A bola salta e olho-a nos olhos
Não são olhos de medo
São de amor
Paixão pela cor
E p´lo segredo
Um carinho sem mentira
Sem folhos.

A borboleta passa por mim despreocupada
E como ela desejo voar
Sem destino
Sem origem
O porto é flor qualquer lugar
Que é um lar
E não é nada!

Olho e céu cinzento sem esperança
Receio o fumo que o tenta matar
O fogo refém da arma
Tudo isto me é estranho
Tudo isto me alarma
Só quero a minha bola
Eu só sou uma criança.

Mensagem

Há muitos heróis que ficam por louvar, epopeias que nunca são cantadas. Tão grande é este mundo, tantos são os teatros que por aí se representam que muitos não são nunca lembrados, por não conhecidos. Cada valoroso homem ou mulher ou povo ou ser vivo devia ter um poeta só para si, alguém que canalizasse emoções e cheiros através dos dedos e os imortalizasse. A única maneira de vencer a morte é marcar a vida, e mais não a marca que letras e palavras e versos e poemas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Uni

Imerso no verso que por ser só é universo disperso e escrevê-los é a fé que professo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

No tempo em que os animais tocavam

Era uma vez uma cigarra. Não, este não vai ser um conto de crítica à arte e elogio ao trabalho, logo não há formiga. Só um grande girassol. E a cigarra. Essa cigarra cantava muito bem, como todas, mas como nenhuma escrevia os seus amados versos e até tocava guitarra, vá-se lá entender.
Naquele dia, o céu estava cinzento, mas a cigarra tinha acabado de escrever um poema e andava a cantarolar as estrofes nas cordas da sua guitarra, distraindo-se tanto no seu mundinho enorme de insecto poeta que se perdeu; não que morasse numa freguesia específica e tivesse onde ir comprar pão, simplesmente habituara-se a um conjunto de árvores que lhe davam um óptimo abrigo, principalmente da chuva que ameaçava cair. Quando deu por si, estava num zona perto de um lago, e tudo o que conseguia avistar era uma casinha branca e pequenos barcos que ali aportaram. Assustada, a cigarra sentiu os enormes pingos que começavam a sua investida, quando lhe saltou à vista o enorme girassol, que tinha grandes folhas até perto do chão, e para lá correu em busca de refúgio. Se se conseguem fazer nascer girassóis em terrenos de lago é algo que se desconhece, mas também não há reportagem de insectos mestres de instrumento e não fora a planta e nesta história não haveriam nem guitarra, nem cigarra.
Toda o dia choveu e toda a noite chuva caiu, e a cigarra não pregou olho, com medo das margens que furtivamente avançavam. Felizmente, era madrugada quando o plúvio parou e nada de mais grave ocorreu, e o Sol resolveu dar um pouco de descanço à pobre poetisa. Quem pareceu mais agitado foi o girassol que, tendo estado até então cabisbaixo, agitou-se com o romper da luz, fixando-a. A cigarra vira na sua curta vida singularidades de ordem vária, até nas poças de água cristalina, mas nunca pela vista lhe entraram flores dançantes, nem falantes. Mas esta falou: Como estás, pequeno bicho? Tenho estado preocupado. O lago é perigoso para vós, que tendes pernas e não escamas. Perdi-me sem ter casa, a nós que temos pernas muito acontece, replicou a cigarra. Mas sim, estou bem. Diz-me, porque olhas o Sol? Não te queima a vista? Vista tenho-a queimada de mais não ver que as pernas que não tenho me permitem, explicou a flor, Quando era pequeno e ainda crescia, a cada dia ia vendo algo novo, que me enchia o coração. Agora, mesmo grande, vejo sempre o mesmo. E por aqui poucos passam, só bichinhos como tu que logo fogem à procura de vida, e eu a minha encontro-a olhando o Sol. Acho-o mágico, quando o olho sinto-me quente e apaixonado. Eu gosto muito dele também, concordou a cigarra, mas esse amor é a chuva que me trás, quando estou claro refugiado nas minhas árvores. Quando ela vem imagino-lhe proveniências e dou-lhe destinos, que torno bonitos nestes versos que comigo trago, e toco. Versos?, questionou o girassol, que são versos? Bem, é como se faz poesia... Nunca ouviste falar? retorquiu o insecto. Não, diz-me, explica-me... Está bem, vou tentar, não é fácil. Por exemplo, esse amor que tens pelo Sol. Poesia é tentar traduzi-lo em palavras, não faladas, mas escritas, postas numa folha. E tenta-se que rime, para ficar como uma música, como as que os pássaros nos trazem de longe. Acho que estou a perceber, sim, acho que já sabia o que era poesia, só não a escrevia. Olha, cigarra, sobe-me, vem até aqui acima. Eu ajudo-te, empurro-te com as folhas...
Como pedido pela gigante flor, a cigarra trepou até às pétalas, sentando-se no centro do girassol: Olha, meu ser pequeno, diz-me se isto não é poesia... Ao longe, no horizonte formado pelos picos de árvores, nascia uma faixa de cores, vinda de tão remoto local quanto o de termo. O Sol, alto, relfectia-se no lago formando no ar círculos irregulares de luz, e o ar estava cheio de cheiro e chilreio de terra e pássaros e os barcos acariciavam a superfície das águas. Quando respondeu, não foi fala que saiu da garganta da cigarra, mas versos cantados que pela primeira vez lhe saíam directamente dos dedos e do coração, não da cabeça e das cordas. O girassol, em comunhão com a lírica do insecto, soube-os de igual natural modo, e tambem os cantou, e eternamente no lago, assim haja arco-íris e canto de ave, se pode ouvir o raro canto:

Alva manhã de cor pintada
Sol e chuva se beijam no ar
Aqui somos cigarra do mar resgatada
E girassol que não sabia cantar.

E a Estrela nos conta sua história
E as aves que ventos cortaram
O lago reflecte a sua glória
Mais os barcos que por lá navegaram.

Tudo existe num tempo perdido
Num espaço visível a olho fechado
Seremos sempre ouro escondido
Pensar-nos-ão mero conto encantado.

Poetas nesta paisagem de cor
Pétalas e canto e guitarra
Uma singular e improvável flor
Mais a amiga pequena cigarra.

Reflexo

Lápis meu lápis meu, haverá alguém que conheça melhor quem sou eu?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pintura

A História não se constrói, a História é um quadro gigante, muito comprido e largo, já totalmente pintado. Tempo e espaço não são mais que o ponto de encontro entre o eixo da largura e do comprimento da tela, e eu não passo de um ponto pintado nessa obra, preso, amarrado, cativo a esse tempo e esse espaço. Nós, humanos, já nascemos presos, a alma nasce presa a um corpo limitado e mais do que isso Deus foi cruel o suficiente para nos deixar perceber e imaginar aquilo que de fantástico podíamos fazer e não conseguimos. Talvez também Ele o não consiga, afinal somos à Sua imagem e semelhança. Talvez só possamos voar no fim do quadro.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O livro

Durante anos o velho foi velho e ninguém soube o que por aquelas terras andava fazendo, nem ele sabia, ninguém o conhecia, só o via, Mas quem será, perguntavam todos, Um louco qualquer, despachavam uns, Um feiticeiro com poderes, sonhavam outros, e o velho a ninguém explicava porque ninguém lhe perguntava, e se perguntasse não se entenderia porque os adultos destas coisas demasiado grandes não entendem, só às crianças, e foi às crianças que ele um dia explicou, à beira-rio, quando todos os adultos estavam preocupados com preocupações. As crianças não lhe perguntavam quem era, apenas Quantos dragões matou, quantas princesas salvou, que reinos conquistou, que livros de si escreveu, Livros, Livros não, livro, toda e qualquer vida é um livro, um livro especial, Mas especial porquê, tem páginas, Sim e não, tem as memórias que podem ser folheadas, podem tentar ser ignoradas mas nunca são por nós rasgadas, E quando é que o começou a escrever, Escrever, não se escreve, escreve-se sozinho, o lápis é o tempo que só passa e não recua e só pára em momentos únicos, poéticos, diferentes, E então quando é que acaba, Não sabemos, e por isso é que é especial, porque é um livro que escrevemos e lemos mas não sabemos quando vai acabar, mas nem importa, importa que cada linha tenha respiração e sangue e pulso, Mas e quando acabar, Quando acabar, acabou, e recomeça, pelo menos disse-mo um amigo que tive e eu acredito porque ele percebe dessas coisas, Ele também escreve, Sim, mas escreve no chão, Porquê, Porque o pai dele lhe ensinou, porque no chão escreve-se e apaga-se mas só desaparece se nós nos esquecermos onde escrevemos, E ele não se esquece, Nunca, e então o velho levantou-se e partiu, e falou e fala a muita gente do seu livro e do seu amigo, e um dia ele vai passar por nós, e nós temos que ser crianças porque só as crianças é que podem ir à beira-rio.
Eu gosto muito de janelas porque são brancas, as paredes.

domingo, 25 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mergulho

Vi um mar de incertezas e magia e cor e cinzento, vi tudo. Estava muito calor, e voltei a olhar para tudo. Tinha muita sede, e mais uma vez olhei para tudo.

Atirei-me de cabeça.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Como o amor

Era uma vez um ratinho que se estava a afogar num lago e um gato salvou-o e depois comeu-o.